10 motivos para ir a Jerez durante o Festival

10 motivos para ir a Jerez durante o Festival

Com mais de 35.500 participantes na edição de 2016, de cerca de quarenta países ao redor do mundo, Jerez se torna o centro do Flamenco durante dos dias de festival, graças a uma gama ampla e diversificada que alcança todos os gostos.

16 dias de uma maratona de shows com grandes figuras do flamenco e dança espanhola, aulas para iniciantes ou especialistas, exposições, comida e vinho, acima de tudo, reunião e convivência entre os fãs, imprensa e artistas

1 “Aulas Magistrais “ o tempo todo, para todos os níveis.

O Festival de Jerez é concebido para ser uma experiência eminentemente educacional. No fundo, a programação artística não passa de uma desculpa maravilhosa para centenas e centenas de aficionados fazerem aulas com os mais renomados professores de flamenco por duas semanas. Durante o Festival de Jerez, um pode participar de um workshop na introdução de flamenco, ministrado por flamencologista Faustino Núñez; com Diego Carrasco desvendar os segredos da batida de Santiago ou registrar-se para um workshop de palmas no Tabanco El Pasaje.

2  Fotografia ao ar livre

Como novidade, a 20ª edição do Festival apresentou duas mostras na rua. Por um lado, o projeto Presencias de Juan Carlos Toro projeto tem enchido o coração da cidade com imagens (presenças) de grandes cantores. De uma maneira não menos convencional, o fotógrafo que Juan Salido apresenta pelas ruas Objectivo Flamenco, com imagens feitas no período de 2013-2015, obtidas durante os ensaios antes das apresentações no teatro Villamarta.

  1. Reunião de prêmios nacionais de dança.

A reunião de dança flamenca mais importante do mundo, não seria nada sem o compromisso permanente de trazer grandes figuras todos os anos. Em 2016, contou com vários ganhadores do Prêmio Nacional de Dança, como  Eva Yerbabuena, que estreou o show no dia 19 de fevereiro, Rocío Molina, Javier Latorre, Isabel Bayón, Sara Baras e o último dos vencedores, Rubén Olmo.

 

4 Peregrinação nas Peñas

As penãs são, em Jerez, os pequenos grandes santuários do flamenco. E ali, a cada ano, vão peregrinar milhares de flamencos amadores vindos do mundo inteiro. Ainda, integrado totalmente ao contexto e com centenas de devotos em cada show, o Ciclo de “Peña en Peña” traz uma sequência de dez locais, com opções na hora do almoço e no primeiro e o último fim de semana.

  1. Madrugada e o ‘Off Festival’: para não ficar entediado

O que seria de uma festa sem uma boa madrugada. Uma das primeiras perguntas que fazem os críticos e convidados especiais é: e onde será a farra esse ano? Alguma coisa vai ser. Os chamados ‘ Off Festival’ crescem ano após ano, com tabancos e instalações que oferecem atividades alternativas à programação de amostra oficial.

 

  1. Festival monta um trio: flamenco, cozinha e xerez.

Uma característica nova, para diversificar ainda mais a programação do Festival de Jerez é a “restauracíon”. Ou seja, em fusão de flamenco com comida e vinho. Jerez não pode ser compreendida sem o vinho e tampouco pelo gosto desta cidade pelo comer bem. Ai que entram as rotas Tapateando e Flamencook:  com shows de cozinha juntando jovens talentos da culinária com pratos inspirados em grandes nomes do flamenco ou menus especiais de tapas nos bares e tabancos do centro.

 

7 Cante Grande em distância mínima: Villavicencio e Los Apóstoles

Um dos ciclos mais originais do Festival de Jerez é conhecido como Los Conciertos de Palacio. O salão principal no primeiro andar deste prédio lindo, inserido no complexo monumental do Alcázar celebra uma nova edição de seus recitais unplugged.  Aproveitando o recolhimento do espaço e a excelente acústica da sala, cantores jovens e outros já estabelecidos oferecem recitais às sete da noite que muitas vezes são lotados e diversos fãs que apreciam estes a uma distância mínima dos artistas.

  1. O maior centro documental sobre flamenco do mundo

Além de ser considerado o maior do centro de documental sobre o flamenco do mundo, a sede do CADF já valeria a visita por estar no Palácio Pemartín, construído no século XV. O acervo é composto por gramofones, 80 cilindros de cera, 2.400 discos de ardósia, inúmeros figurinos dança flamenca, todos os tipos de objetos e peças de grande valor artístico. Se isso não for suficiente, a instituição se transforma durante os dias do Festival, incluindo programação de cursos, oficinas e exposições.

 

9 Jerez, a cidade do Flamenco.

Na edição de 2016 do Festival, Jerez foi, mais do que nunca, a cidade de Flamenco. Não só nas ruas, com as exposições fotográficas; não só tabancos, bares e restaurantes que dedicaram uma seção especial de sua carta ao flamenco, mas também a organização com  o ciclo “XX Espacios XX Artistas XX Festivales”. Vinícolas, Museu Arqueológico, Mesquita do Alcazar…espaços únicos para propostas flamencas exclusivas, para um ciclo extraordinário que visa estender os tentáculos dos shows mais além de Villamarta e seus cenários.

10 Roda de imprensa na Casa do Vinho

A sede do “Consejo Regulador del Marco de Jerez” recebe todos os dias, durante o Festival, a roda de imprensa para a de apresentação dos espetáculos oficiais do dia seguinte. Geralmente, artistas, organização, imprensa e fãs se misturam em um híbrido entre a habitual chamada de mídia, conversas e uma reunião subsequente para um bom vinho seco. É um clássico do Festival e uma das melhores oportunidades para ‘tocar’ os artistas e, por que não improvisar uma selfie para a posteridade.

 

Fonte: La Voz del Sur